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Lembra quando você saiu correndo atrás de mim? Como duas crianças a gente fingia estar brincando de pique-pega e era bom. Não fazia sentido algum, mas era tão engraçado. E eu tentava correr bem mais rápido que você, eu não queria te deixar me pegar. Corri tão rápido e de um modo tão desajeitado que pensei ter deixado a razão cair no meio do caminho. Virei pra trás, mas continuei correndo. Era a essência do jogo. Você catou algo do chão, e trouxe. Mas quando peguei e coloquei de volta em mim vi que não era a razão. A razão continuava lá, perdida em algum lugar, porém longe do alcance da minha visão. Não tinha mais volta. Você me enganou e às vezes penso que tenha sido de propósito. O que você me deu foi simplesmente a oportunidade de perder o controle. Me deu o que ninguém havia dado, me deu o que eu gostaria de ter. Me deu o oposto, o contrário, o avesso, o adversário do que eu estava procurando. Me apresentou a possibilidade de ser outra, e ser nova, e ser feliz. Mas eu me neguei e me recusei até tirar aquilo de mim. Um erro. Você estava certo e eu errada. É o que acontece quando você tenta me convencer de que o que você tinha era melhor do que eu que eu queria. Mas tente dar um coração a alguém que procura a razão.

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