Julgue.

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Julgue. Julgue muito. Fale de mim até não ter mais o que falar. Procure e enumere em mim todos os defeitos que você jamais conseguiu achar em você. Espalhe pra todo mundo suas teorias sobre como eu me comporto, e porque eu me comporto de tal jeito. Fale da minha família, diga que eu não tive educação. Depois preveja meu futuro e diga que nada promissor me espera pela frente. Continue prestando muita atenção em mim e conclua que eu não tenho mesmo conserto, que eu nunca vou tomar jeito, que eu não mudo. Quando terminar de fazer tudo isso, faça de novo. Outra vez. E então mais uma vez. Até cansar. Agora pare e olhe pra si mesmo. Viva a sua vida por alguns instantes, e tente chegar aonde eu cheguei, passando pelo que eu passei. Vê se você consegue me alcançar ouvindo as pessoas te julgarem e te rotularem a vida inteira. Das duas uma: você não vai chegar nem perto, e aí você se arrepende de ter me depreciado esse tempo todo. Ou você consegue e aprende que falar é fácil, sem conhecer a minha história.

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